Isaac Asimov’s Magazine V02N05 (set/out 1978)

Nona edição da revista Isaac Asimov’s Science Fiction Magazine.

Por motivo de viagem, as traduções estão sendo feitas aos poucos, porém resolvemos adiantar e postar as páginas em inglês desde já.

Em breve teremos a tradução em português, obrigado por aguardar.

Isaac Asimov's Science Fiction Magazine v02n05 - 01

EDITORIAL: POPULAR, MAS NUNCA VULGAR

A palavra em Latim “populus” significa “pessoas”; a palavra em Latim “vulgus” significa “pessoas”.

Em Inglês (e em Português também) temos a palavra “popular” e a palavra “vulgar”, ambas se referem a atributos relacionados a pessoas. Podemos ter, por exemplo, “eleições populares”, que significa que as pessoas em geral, em vez de apenas um grupo privilegiado de indivíduos, podem votar. Temos também “língua vulgar”, que significa a língua falada pelas massas, em vez do Latim que era falado pelas altas classes.

Claro que podemos, ao utilizar o termo “pessoas”, nos referir a toda a população sem nenhuma distinção. Podemos, por outro lado, nos referir à maioria das pessoas mudando o termo para “pessoas comuns”, distinguindo-as das classes “melhores” – melhores seja através do nascimento, educação ou autoestima.

É possível, para os que possuem uma mente democrática, usar os adjetivos com um sentido favorável e ter os melhores pensamentos em tudo o que se refere às características das pessoas. Para os que possuem uma mente mais esnobe, é possível usar os adjetivos com um sentido desfavorável, e pressupor que tudo o que agrada às massas tem que ser necessariamente de qualidade inferior, posto que somente um longo processo de cultivo intelectual pode subir o nível de fruição até que alcance o gosto refinado desses privilegiados.

Em nosso idioma Inglês, diferenciamos esses dois significados, e “popular” acabou por representar os aspectos favoráveis do gosto geral, enquanto “vulgar” passou a representar os aspectos desfavoráveis. Por isso que Shakespeare faz com que Polonius aconselhe seu filho da seguinte forma: “Seja popular, mas nunca vulgar”.

Em Francês, creio que a distinção seja menos evidente. Eu mesmo, por exemplo, já fui descrito em Francês como estando envolvido com a “vulgarização” da ciência. Esse comentário teria me deixado irritado se as frases em volta não deixassem claro que se tratava de um elogio.

Em Inglês, no entanto, somente é possível dizer que eu sou um “popularizador” da ciência. Se alguém tentar afirmar que sou um “vulgarizador” da ciência, é melhor que seja um amigo meu e que esteja sorrindo na hora que o disser.

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Apesar disso, não consigo evitar pensar que, para alguns cientistas, não existe “popularização” da ciência, somente “vulgarização”.

Por que? Pela razão de sempre – arrogância.

Não é raro encontrar um cientista que se ache um membro da aristocracia intelectual. Alcançar

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Abaixo, a seção de cartas. Clique na imagem para amplia-la.

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